pelas ruas

Seis horas da manhã de domingo, 0 grau. Como dizia minha mãe, era noite escura e seria (em meados de outubro só amanhece às 8:30 no golfo da Finlândia)). Eu tinha de percorrer os c. de 800 metros que separam o hotel da estação Moskovskyi. Saio arrastando minha discreta mala vermelha de 22kg. Medo de andar pelas ruas que, penso, certamente estariam desertas.

Logo nas primeiras quadras, cruzo com dezenas de pessoas. Aqui e ali, os muitos cafés, restaurantes e mercadinhos 24hs abertos, é óbvio.

Me perco (Pedro I não traçou uma cidade em xadrez, ruas paralelas te levam pra rumos distantes, muitas vezes). Medo de perder o trem, em meio a dúzias de cirílicos confusos. Uma hora vejo ao longe prédios feericamente iluminados, marca inconfundível da Nevskyi. Pode não ser o caminho mais curto, mas me leva com certeza à estação. Rumo para lá.

Sob o brilho da grande Prospekt, não há mais grupos, apenas a multidão. Pontos de ônibus cheios, trânsito quase congestionado, jovens rindo e pessoas passando. Acompanhado de um mar de gente arrastando malas ruidosas, chego à Moskovskyi. Seis e meia da manhã de domingo, 0 grau. Era noite escura e seria.

Sankt Petersburg é incrível.

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Sobre arnaldof

Viajando em busca de algo que não sei o que é, mas com a certeza de que será muito bacana.
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