tédio e emoção

Quase que meu receio se concretizou. Em grande parte, Paris me entendia, sim. Reproduzindo o que vi e revi em Viena, Praga, Budapeste, São Petersburgo, o que vejo são mais palácios cheios de ornamentos e bandeiras, mais praças com monumentos impressionantes, mais um rio com pontes charmosas, mais bulevares com edifícios lindos… Ai que tédio.

Mas uma coisa salvou o dia, a noite, tudo. Nas primeiras horas na cidade, estava eu na margem direita do Sena, perto da Île de la Cité e comecei a andar até o Louvre. Sabia que em algum ponto ela seria visível.

Até que um momento olhei em frente e lá estava ela. Era pouco mais que uma ponta sobre os telhados, mas um arrepio sincero me correu o corpo todo. Depois disso já subi até o topo,  me maravilhei com a vista da base, e mesmo assim cada vez que a vejo de novo, me arrepio.

Hoje, saindo da Fauchon (deuses sejam louvados!), pensei em vê-la à noite. Ah. Chegando à Concorde, lá estava ela brilhando em mil estrelas, toda dourada. O facho de luz que em círculos perfeitos abençoa a cidade passou mil vezes sobre minha cabeça, e mil vezes eu me arrepiei.

Não há nada nessa Europa como a Torre Eiffel.

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Sobre arnaldof

Viajando em busca de algo que não sei o que é, mas com a certeza de que será muito bacana.
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