uma outra Paris

Para quem vem apenas a Paris, ou faz a dobradinha Paris-Londres, essa coisa principesca da capital francesa, grandes espaços manipulados pelo Estado (o que os ingleses nunca permitiram), impressiona. Mas para quem viu Viena e São Petersburgo – e em menor grau Budapeste e Praga – Paris não é assim tão impressionante. Como eu já disse, pode até causar tédio.

Contudo, é impossível ficar indiferente a Paris. Independente do “mais do mesmo”, do Danúbio em Budapeste ser mais imponente que o Sena, e o Nieva mais impressionante, independente de tudo isso, Paris é única. Hoje, vagando pelo coeur de Montmartre, finalmente entendi: Paris são os parisienses.

Essa coisa elegante, esse saber viver, essa excelência da comida em cada birosca, em cada barraquinha de esquina, a rebeldia que explode de tempos em tempos, o mouvement social… Há uma sabedoria acumulada, entranhada nas pedras das ruas, nos monumentos, nas paredes encardidas ou reluzentes, nas folhas outonais que caem no chão. Paris é A cidade ocidental, o centro, a matriz. Dá pra sentir isso. Sem querer ser piegas ou new age, há uma energia especial aqui.

Não dá para negar: é a cidade luz. Uma luz que não sai de lâmpadas. Emana de cada pessoa que produz a cidade hoje, e da legião de seus fantásticos antecessores.

Sem dúvida, como no século XVI, Paris bem vale uma missa.

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Sobre arnaldof

Viajando em busca de algo que não sei o que é, mas com a certeza de que será muito bacana.
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