o patrimônio não mente

Passo Fundo foi fundada na segunda metade do século XIX. É uma cidade relativamente jovem, como quase tudo no Continente de São Pedro do Rio Grande.

Seu casario diz que não foi importante no século XIX. Não há nada neoclássico.

O eclético é pouco e tímido… Na Primeira República a coisa aqui também não andava lá muito bem. Terra de colonos lutando ainda para se afirmar. Teriam demolido muita coisa? Talvez. Mas não para construir coisas muito maiores.

Passo fundo acorda nos anos 1940. Deixou passar o art déco quase incólume, para se cobrir de edifícios do primeiro modernismo, aqueles de varandas arredondadas e guarda-corpos de tubos paralelos que lembram navios… Engraçada essa arquitetura assim tão náutica a tantos quilômetros do mar.

Curiosamente, dos pilotis e grandes panos de vidro do modernismo dos anos 1950, nada. Parece que a cidade não festejou a Era JK.

Pior para os passo-fundenses, que tiveram que engolir a arquitetura insossa dos anos 1960 e 70, quando surgem os primeiros arranha-céus, praga renovada e construída ano após ano até hoje.

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Sobre arnaldof

Viajando em busca de algo que não sei o que é, mas com a certeza de que será muito bacana.
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